Residências

Residências em Música de Câmara 2023

A Orquestra Sem Fronteiras (OSF) apresenta desde em 2021 um programa anual de residências em música de câmara. Na primeira edição, foram seleccionados os agrupamentos Quartz Quintet e Quarteto Intemporal, sendo que em 2022 foi seleccionado o Quinteto ALMA, que ao abrigo deste programa se apresentou por dez vezes e beneficiou de uma masterclass com Paul Wakabayashi.

Esta iniciativa serve o intuito de diversificar a oferta musical da OSF, alcançar uma descentralização mais profunda em território nacional e, ao mesmo tempo, apoiar o talento de agrupamentos de música de câmara jovens, proporcionando-lhes uma experiência profissional regular, complementada com um elemento de formação.

As candidaturas para 2023 encontram-se concluídas, sendo o agrupamento vencedor anunciado durante o mês de Janeiro.

Formações

Terra a Terra

Dar a vez a quem tem voz

Promover a acção social e artística de jovens músicos em comunidade, terra a terra.

Agindo nos territórios do interior*, a Orquestra Sem Fronteiras tem como missão diminuir as desigualdades de acesso e participação cultural através da música.

O programa Terra a Terra nasce com o objectivo de reforçar a visão de uma sociedade mais justa e coesa e convoca as melhores ideias vindas de jovens músicos entre os 18 e os 30 anos, com ligação a estes territórios, consciência social e iniciativa de promover o acesso à arte e experiências co-criativas.

A terceira edição do Terra a Terra será realizada em moldes distintos dos anos anteriores, contando com a especial colaboração com o projecto LAR – Love and Respect Project, em Ima, no distrito da Guarda. Assim, os candidatos a esta edição estarão a propor-se a conhecer de perto esta comunidade e projecto de inclusão social e de sustentabilidade, ao integrar um projecto de arte comunitária, de Janeiro a Dezembro de 2023, acompanhando e contribuindo para o processo de conceptualização e realização das diversas iniciativas a implementar neste âmbito, sob a orientação directa da equipa OSF.

O Projecto LAR

O projecto LAR tem como principal objectivo a integração de famílias de pessoas refugiadas e/ou migrantes em aldeias despovoadas de Portugal, através da interculturalidade, da agricultura sustentável e da promoção do meio rural. De facto, esta iniciativa de valorização do interior visa acolher pessoas refugiadas e/ou migrantes que estejam em risco de exclusão social, económica e cultural, ao mesmo tempo que combate o despovoamento e envelhecimento populacional, promovendo a fixação de população nas aldeias do interior do país.

Os alicerces do seu trabalho passam pela reabilitação de casas para habitação, o apoio nos serviços à comunidade, o desenvolvimento de programas para a integração sociocultural, dirigidos às famílias recém-integradas; a ​​prestação de apoio psicossocial às comunidades locais; assim como a promoção de projectos agrícolas, apoiadas na utilização de práticas agrícolas sustentáveis, que permitem fomentar a regeneração ambiental e a preservação das paisagens rurais e da biodiversidade local.

Actualmente, o seu projecto piloto está a ser desenvolvido em Ima e apoia três famílias oriundas da Nigéria, do Uganda e de Camarões, integradas num projecto de cultivo de ingredientes, produção e comercialização próprios de produtos alimentares.

Condições e Pontos de Partida do Terra a Terra – Edição LAR

No terceiro ano de actividade, o programa Terra a Terra continuará a agir segundo uma lógica dupla: a de servir comunidades no interior do país, através da música; ao mesmo tempo que empodera jovens músicos, através da formação e orientação no terreno, ao permitir a aquisição e desenvolvimento de competências essenciais à criação e ao desenvolvimento de projectos de arte comunitária, e ao providenciar a experiência de trabalho artístico em comunidade remunerado. Nesta edição, o Terra a Terra apoiará a comunidade LAR e um/a candidato/a seleccionado/a, para integrar o projecto de arte comunitário, a ser co-construído pela comunidade, das quais farão parte a equipa da OSF e o/a músico/a participante. O/A jovem músico/a receberá uma bolsa de 450,00€ mensais, durante a duração do programa.

Apesar de não ser possível determinar, logo à partida, os resultados finais (e.g., performances, recolha e criação de temas musicais, registo etnográfico, etc.) deste processo – que, pela sua natureza, se quer dinâmico e aberto ao diálogo contínuo entre as múltiplas vozes que o constituirão -, o projecto avançará de acordo com os seguintes objectivos:

  • Revitalizar e valorizar as identidades culturais presentes na comunidade;
  • Promover oportunidades de fusão das identidades culturais, com vista à co-criação de uma identidade comum e inclusiva, que reflicta a comunidade actual, por inteiro.

Para alcançar os objectivos supramencionados, a intervenção do programa Terra a Terra organizar-se-á em torno dos processos de:

  • Exploração de temas, como lar, família, identidade, cultura e comunidade, através de actividades e dinâmicas musicais, visuais e de narrativa colectiva;
  • Promoção da partilha de tradições musicais locais e das tradições das famílias acolhidas pelo projecto LAR;
  • Exploração de pontos comuns e complementares entre as várias tradições musicais, visando a criação de uma tradição partilhada.

O período de candidaturas ao programa Terra a Terra será de 3 de Novembro a 10 de Dezembro de 2022. Todas as propostas devem ser submetidas online.

Para saber mais sobre projectos de arte participativa e os projectos anteriormente apoiados, clica aqui.

Para conhecer o regulamento, clica aqui

Para apresentar a candidatura, clica aqui

Perguntas frequentes

Para mais informações entra em contacto com info@osf.pt

* Para efeitos de delimitação e elegibilidade territorial, considera-se a faixa raiana do território nacional enquadrada na nomenclatura de ordenamento de território NUT III com as seguintes designações: Terras de Trás-os- Montes, Douro, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo, Alentejo Central e Baixo Alentejo.

Formações

Laboratórios de Escuta Criativa

A OSF implementou em 2022 o seu primeiro programa de Laboratórios de Escuta Criativa na Escola da Zebreira, numa parceria com o agrupamento de escolas José Silvestre Ribeiro de Idanha-a-Nova.

Em 2023, o projecto será levado a cabo na Escola Básica de São Mamede, em Évora.

Estes laboratórios são um espaço para a experimentação e compreensão da música enquanto linguagem viva, capaz de transmitir significados e emoções através de sons. Qualquer som ou género de música, da popular à clássica, encerra em si uma quantidade infinita de possibilidades que se podem descodificar e fruir através de processos de estímulo à imaginação e ao pensamento criativo.

Nos laboratórios de escuta criativa estabelecem-se as bases para uma relação duradoura de contacto e interesse pela música e outras expressões artísticas, abandonando a ideia de que a música é uma disciplina inacessível ou codificada e abrindo-se à curiosidade e imaginação de qualquer criança.

Formações

Encontros Ibéricos para a Música na Infância

A Orquestra Sem Fronteiras organiza anualmente desde 2019 os Encontros Ibéricos para a Música na Infância. Conduzidas por Catarina Távora e Carlos Guerrero Bullejos, estas iniciativas de carácter formativo contemplam componentes de prática pedagógica sobre educação musical, com o objetivo de incentivar a incorporação de práticas musicais em contextos escolares, tendo como base a filosofia e o conceito de educação musical de Zoltán Kodály.

A participação é gratuita, mas limitada aos lugares disponíveis.

Para mais informações, consulte o programa das edições passadas.

Programa de 2022

Programa de 2021

Programa de 2020

Outras actividades formativas

A OSF tem organizado com regularidade desde 2019 diferentes actividades formativas em diferentes áreas de competências, como masterclasses de música de câmara com o Quarteto Tejo (Viseu, 2019) ou o Quinteto Ventis (Covilhã, 2020), masterclasses de clarinete, com Rodrigo Orviz (Covilhã, 2021) ou outras formações, como Falamos a mesma língua?, uma iniciativa em parceria com a Acesso Cultura e a Academia de Marvão, que juntou Maria Vlachou e Martim Sousa Tavares num programa de dois dias dedicado à comunicação em âmbito cultural.