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Terra a Terra

Residências e formações

Dar a vez a quem tem voz

Perguntas frequentes

Informações Gerais

  • Qual é o objectivo do programa Terra a Terra?

    O programa Terra a Terra tem como principal objectivo empoderar comunidades do interior do país através da arte participativa, por meio de um programa formativo e experiencial dirigido aos jovens músicos do universo OSF, por sua vez oriundos desta região. Considerando a premissa de que a mudança de uma comunidade tem de partir do seu interior, encabeçada por quem a conhece e respeita, o programa pretende capacitar e apoiar jovens músicos, permitindo-lhes ser agentes de mudança e concretizar as suas próprias iniciativas de arte participativa com e pelas suas comunidades.

  • Quais são as fases do programa Terra a Terra?

    Em cada ciclo Terra a Terra serão desenvolvidos os projectos de arte participativa seleccionados ao longo de três fases, nomeadamente:

    1. a fase de formação – Oficinas de Acção,
    2. a fase de implementação de projecto – Acção em Comunidade,
    3. a fase de reflexão sobre o trabalho realizado pelos agentes de mudança.

  • Como se caracteriza a fase de formação?

    A vertente formativa do programa terá lugar em Janeiro e Fevereiro de 2020 e tem como objectivo o desenvolvimento dos projectos dos participantes com apoio directo da equipa OSF, através das Oficinas de Acção, com propostas de trabalho síncrono, assim como atividades complementares de gestão assíncrona, orientadas através de documentos online dinâmicos desenhados para este propósito. O conteúdo programático das Oficinas organiza-se em torno de princípios teóricos sobre arte participativa e consciência crítica, da organização e planeamento conceptual dos projectos, de hard skills relativas aos procedimentos concretos do desenvolvimento de projectos e soft skills referentes, essencialmente, à comunicação, trabalho em equipa e flexibilidade na gestão de conflitos e resolução de problemas no terreno.

    No seu conjunto, a frequência destas Oficinas e a realização das actividades complementares permitirão aos participantes adquirir as competências de trabalho necessárias à conceptualização, desenvolvimento e implementação de projectos desta natureza, sempre em comunicação e colaboração dinâmicas com as suas comunidades. Mais, as Oficinas serão um espaço para os participantes pensarem o exercício da sua actividade profissional e artística com consciência crítica no âmbito das artes, procurando a adequação dos projectos às características, competências e expectativas de todos os interlocutores e comunidades envolvida.

  • Como se caracteriza a fase de implementação de projecto?

    A fase de implementação de projecto desta iniciativa decorrerá entre os meses de Fevereiro e de Junho de 2020 e reporta-se à execução no terreno dos planos desenvolvidos por cada participante, com o apoio, acompanhamento e monitorização permanente da equipa da OSF, virtual ou presencial, quando assim se justificar. A orientação disponibilizada virtualmente ocorrerá através dos diários dinâmicos, nomeadamente documentos online, atribuídos a cada projecto, de organização mensal, onde será possível o diálogo regular do participante responsável pelo projecto com o seu orientador e restantes participantes. A OSF mediará, também, o processo co-criativo participante-comunidade, para que todos os intervenientes se envolvam, se expressem e se relacionem, num exercício de crescente autonomia, agência e sustentabilidade.

  • Como se caracteriza a fase final de avaliação do projecto?

    A fase de avaliação de projecto ocorrerá ao longo do mês de Julho de 2020 e tem como objectivo a reflexão sobre as actividades de arte participativa desenvolvidas pelos participantes, passando pela elaboração de relatórios de avaliação de impacto dos projectos (descrição das actividades realizadas, dos métodos utilizados, dificuldades encontradas e resultados obtidos, bem como todos os elementos considerados relevantes por parte do orientador designado pela OSF), em moldes que serão disponibilizados nas Oficinas de Acção.

  • Qual a calendarização dos principais momentos/fases do programa Terra a Terra?

    O calendário previsto do concurso é o seguinte:

    6 de Setembro Lançamento da temporada / Apresentação do projecto
    1 de Outubro a 15 de Novembro Candidaturas abertas
    Até 10 de Dezembro 2020 Divulgação dos resultados das candidaturas seleccionadas e não-seleccionadas
    9 e 10 de Janeiro 2021 Oficina de Acção I e II em Idanha-a-Nova
    30 e 31 de Janeiro Oficina de Acção III e IV em Idanha-a-Nova
    1 a 5 de Fevereiro Contratualização dos projectos de cada participante com a sua comunidade
    8 de Fevereiro a 30 de Junho Acção em Comunidade – Implementação dos projectos junto das comunidades
    1 a 31 de Julho Conclusão e avaliação dos projectos

  • Qual o objectivo e de que formas posso documentar o desenrolar do projecto?

    A documentação do projecto reveste-se da maior importância, pois promove a reflexão contínua ao longo de todo o processo e permite uma avaliação da pertinência e sucesso dos objectivos propostos, ao evidenciar não só os produtos desenvolvidos, como a linha de pensamento que esteve na base do projecto.

    Durante todas as fases de projecto, cada participante é incentivado a utilizar os diários dinâmicos online, organizados numa perspectiva semanal e mensal e partilhados com o seu orientador e com os restantes participantes, para documentarem os passos da planificação, as suas dúvidas e observações, bem como os progressos e os resultados alcançados, sob a forma de imagens, ficheiros de áudio e vídeos.

  • Qual o valor da bolsa mensal providenciada a cada participante e durante que período será atribuída?

    Cada participante receberá uma bolsa de 350,00€ mensais, através de transferência bancária, mediante a apresentação de recibos emitidos à OSF, durante o período da duração do projecto, nomeadamente 7 meses (de Janeiro a Julho de 2020).

  • Em geral, o que define um bom projecto?

    No âmbito do programa Terra a Terra, um bom projecto é aquele que identifica um problema numa comunidade e que estabelece um diálogo com o maior número e diversidade de interlocutores desta, com vista à construção de uma solução criativa, através de uma experiência ou séries de experiências artísticas. Esta solução caracteriza-se, idealmente, por ser uma experiência contínua no tempo, que privilegia a participação e co-construção do projecto artístico por parte de toda a comunidade. Acima de tudo, tem como objectivo o empoderamento da comunidade, em que todos os participantes partilham do processo, dos seus resultados e, desta forma, de um sentido de agência. Assim, um bom projecto é aquele que incentiva a co-autoria não apenas de uma experiência, que depende da interação dos diversos participantes, mas da comunidade em si, que, de forma dinâmica, se forma, reinventa, expressa e valoriza.

  • Qual é o meu papel enquanto agente de mudança?

    Num projecto de arte participativa, os agentes de mudança – neste caso os músicos – pertencem à comunidade com a qual procuram desenvolver um projecto de acção social inovador e colaborativo, no âmbito das artes. Na elaboração do seu projecto, os agentes de mudança consideram sempre as características e necessidades da sua comunidade e evitam a imposição unilateral de soluções pré-elaboradas, sem ponderar o contexto, a vontade e os recursos intrínsecos da comunidade. No decorrer do projecto, propõem-se a mediar os esforços dos elementos da comunidade, fomentando as condições necessárias ao desenvolvimento positivo das experiências artísticas e à participação e implicação plena de todos. Sempre que possível, um agente de mudança privilegia a diversidade de contributos dos interlocutores e processos de conceptualização e de construção artísticas partilhadas.
  • Como posso ser realista nas minhas expectativas?

    Na concepção inicial do projecto e mesmo em fases mais avançadas de implementação deste, é importante considerar que este processo será integrado num contexto particular e dinâmico, partilhado por uma comunidade alargada que reunirá em si diferentes perspectivas, vontades e vozes, as quais deverão ter espaço para constar e moldar o projecto em si. Para além do contributo proactivo e transformador dos demais interlocutores, é provável que surjam vários imprevistos ao longo do projecto, podendo implicar a adaptação de objectivos e métodos às condições reais, momento a momento. Desta forma, os projectos seleccionados não devem ser tidos como meios para chegar a fins fechados a priori, mas sim como oportunidades para os participantes contribuírem para a sua comunidade, de forma sensível, realista e pragmática. Espera-se que a participação no programa Terra a Terra seja uma plataforma de crescimento pessoal para os participantes, que lhes permitirá participar em novas experiências e desenvolver competências essenciais à prática de arte social.

  • Onde posso aprender mais sobre práticas artísticas em comunidade?

    Para saber mais sobre práticas artísticas em comunidade, consulta a bibliografia facultada pela OSF aqui.
  • Onde posso conhecer exemplos de bons projectos neste âmbito?

    Para conhecer exemplos de projectos de arte participativa, consulta aqui o Directório de Projectos, que reúne uma selecção de vários projectos bem sucedidos em múltiplos contextos. De forma complementar, podes consultar aqui os Modelos de Acção em Comunidade, que constituem mapas de potenciais cenários de intervenção, exequíveis tanto para os agentes de mudança, como para a equipa OSF.

  • O que acontece se o meu projecto for apoiado e não cumprir os seus objectivos?

    É importante não esquecer que cada projecto tem uma natureza de descoberta e imprevisibilidade, sendo que por isso é impossível prever os seus resultados. O fundamental é aplicarem-se as melhores práticas e metodologias.

    No entanto, conforme estipulado no Regulamento, os participantes seleccionados devem manter uma atitude responsável e de colaboração com a OSF durante a vigência do protocolo, sob pena de incorrer em incumprimento e causar a cessação imediata do apoio e o término do projecto em questão. Recomenda-se a consulta dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento para mais informações sobre as expectativas e os requisitos exigidos para a continuidade do apoio e do financiamento dos projectos por parte da OSF.

    No caso de um/a participante desenvolver o seu projecto conforme o protocolo do programa Terra a Terra e, no entanto, haver situações contextuais imprevistas referentes à comunidade/instituição envolvida no projecto e não imputáveis ao/à participante, estas dificuldades serão geridas pelo/a participante em conjunto com a equipa da OSF no sentido de minimizar os obstáculos à prossecução dos objectivos da iniciativa, sem prejuízo do/a participante.

  • O que acontece ao meu projecto após o fim do período de apoio?

    Espera-se que depois de terminado o período de apoio estipulado pelo programa Terra a Terra, os projectos desenvolvidos tenham estabelecido as bases necessárias para a sua sustentabilidade e autonomia daí em diante. Apesar disso, caso seja do interesse dos participantes, será possível beneficiar sempre da pertença à comunidade da OSF, no sentido de partilha contínua de perspectivas e das melhores práticas no âmbito da arte participativa.

Elegibilidade

  • Quem pode concorrer ao programa Terra a Terra?

    Ao programa Terra a Terra podem concorrer todos os cidadãos de nacionalidade portuguesa nascidos entre 31/12/1994 e 31/12/2002, activos enquanto estudantes e/ou profissionais na área da música. Os candidatos devem ser naturais, residentes, ou possuir uma ligação justificável com os territórios e/ou comunidades situados nas zonas enquadradas na nomenclatura NUT III com as designações de Terras de Trás-os-Montes, Douro, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo, Alentejo Central e Baixo Alentejo, no seio dos quais pretendam desenvolver um projecto de arte participativa.

  • Com que tipo de organização ou comunidade podem ser desenvolvidos os projectos de arte participativa?

    Os projectos de arte participativa podem ser desenvolvidos em colaboração com qualquer tipo de organização ou instituição presente no local e/ou comunidade de intervenção. Exemplos das mais comuns instituições são associações sem fins lucrativos, bibliotecas e museus municipais, universidades sénior, escolas, ATL’s, centros paroquiais, hospitais, enfermarias, lares, centros de dia, colectividades, centros desportivos, etc.

    Os projectos também se podem desenvolver com grupos constituídos de forma informal, organizados ou agregados por interesses, ocupações, ou faixas etárias, como são exemplo os clubes de leitura, cozinhas comunitárias ou os pontos de encontro habituais que pautam a vida da comunidade.

  • Devo ter experiência precedente com práticas comunitárias?

    Experiência anterior de práticas comunitárias não é exigida para efeitos de candidatura.

  • Qual o tipo de ligação que devo ter com as comunidades e/ou territórios a trabalhar?

    Os candidatos devem ser naturais, residentes ou possuir uma ligação justificável com as comunidades e/ou territórios com as quais pretendam colaborar. Exemplos disto podem ser um local onde se residiu ou se visita com regularidade, tanto em contexto de férias e lazer como ocupacional ou profissional, ou ainda um lugar e/ou comunidade com os quais se possuem ligações familiares ou outras.

  • Quais as áreas artísticas elegíveis para o concurso?

    O principal eixo artístico a ser exercido deve ser a música. No entanto, é permitido o enriquecimento ou complementaridade dos projectos através de outras artes performativas, visuais e/ou audiovisuais.

Preenchimento de candidatura

  • Como inicio o processo de candidatura?

    Para iniciar o processo de candidatura, os participantes devem aceder à secção de formulário online de candidatura no site da OSF. Ao preenchimento do formulário acresce o anexar dos documentos requeridos, nomeadamente uma cópia em formato PDF do Cartão de Cidadão, do Certificado de Registo Criminal e do Certificado de Habilitações, através do acesso à página osf.pt/terra-a-terra, durante o prazo estipulado para o concurso.

  • O formulário permite ir gravando os dados que vão sendo inseridos?

    Não, o formulário deverá ser preenchido e submetido de seguida. Recomendamos que antes da submissão do formulário de candidatura, se verifique o correcto preenchimento de todos os campos, assim como a verificação dos critérios de elegibilidade, bem como os os prazos para submissão.

  • Existem modelos que ilustrem como preencher os campos do formulário dedicados à descrição de um projecto?

    Sim. Apesar de serem referências de cariz meramente exemplificativo, os Modelos de Acção em Comunidade, os quais poderão ser consultados aqui, foram concebidos de acordo com os pontos pedidos no formulário de candidatura para a descrição dos projectos propostos.

  • Quais as formas de contacto com a equipa OSF para esclarecer dúvidas sobre o preenchimento e submissão da candidatura?

    As formas de contacto possíveis são através do e-mail info@osf.pt ou através do campo disponibilizado para mensagens no próprio formulário de candidatura. Não serão prestados esclarecimentos telefónicos.

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